15 Mai 2007
Para se obter um bom resultado no vestibular, não basta estar matriculado em um bom cursinho e estar atento a todas as aulas: reservar um tempo para o estudo extraclasse é imprescindível. Isso, porém, se torna cada vez mais difícil diante de tantos aulões, simulados e eventos do tipo, que se avolumam à medida que se aproximam as provas.
Inicialmente, é necessário diferenciar quantidade de qualidade. Para ser aprovado, é necessário estudar muito, mas estudar muito não garante uma aprovação. Por quê? Há diversos fatores que determinam o desempenho de um estudante numa avaliação, tais como: saúde, inteligência emocional e, claro, preparação. Nenhum deles é menos importante que o outro, e, na falta de algum deles, os outros terminam comprometidos.
Uma boa administração do tempo ajuda a manter esses três fatores em ordem. Como? Em primeiro lugar, administrar o tempo de estudo implica definir prioridades, estabelecer metas viáveis e alcançá-las. Estando em dia com as tarefas assumidas, evita-se o estresse decorrente da sensação de não-cumprimento do dever, que compromete o equilíbrio emocional e a saúde.
Administrar bem o seu tempo de estudo requer alguns cuidados. Mais uma vez, é bom lembrar que quantidade não necessariamente é qualidade. Ou seja, de nada adianta estabelecer metas irreais e acumular estresse por não cumpri-las. Termina sendo prejudicial. Portanto, o cronograma de estudo precisa ser realista e baseado no tempo de que realmente se dispõe. As atividades desenvolvidas nesse período também precisam ser selecionadas. Procure escolher os cursinhos e aulões que realmente sejam necessários, analisando carga horária, tempo de deslocamento, etc. Não se esqueça, porém, de incluir em seu cronograma o tempo de lazer e descanso. Restaurar as energias não é um privilégio, é uma necessidade. E seu desempenho (assim como sua saúde) depende — e muito — disso.
Para concluir, lembre-se sempre da relação entre administração do tempo, saúde e desempenho. A má organização gera estresse, que pode comprometer a sua saúde e os seus resultados. Nessa etapa tão importante — mas tão atribulada —, você não precisa abrir mão da qualidade de vida. Basta administrá-la.
7 Jun 2006
“O tempo é o recurso mais escasso.” A advertência do “papa” da administração, Peter Drucker, tem sua veracidade atestada diariamente por milhares de profissionais. E ganha ainda mais ares de verdade quando se trata de um estudante às vésperas do vestibular.
Chegado o meio do ano, muitos feras percebem não ter cumprido o planejado para o 1º semestre. Daí para a sensação de que não vão dar conta do recado até a data do vestibular, é um pulo. Seja como for, o fato é que o tempo perdido é irrecuperável. E ficar chorando o leite derramado só vai gerar mais… perda de tempo.
Portanto, o momento é de arregaçar as mangas e maximizar o período que resta. Em primeiro lugar, deve-se partir do pressuposto de que nunca haverá tempo suficiente para fazer tudo o que tem de ser feito. É hora, então, de ficar atento e fugir dos “ladrões” de tempo, uma série de pequenas armadilhas que roubam minutos preciosos do dia-a-dia: telefonemas desnecessariamente longos, excesso de disponibilidade (é preciso selecionar a quem e quando dizer sim ou não), colegas que querem conversar, deslocamento (trânsito), ausência de um plano de estudos cotidiano e de prazos auto-impostos, bagunça, perfeccionismo exagerado.
Contornar esses fatores já é meio caminho andado para ganhar tempo. Outro item que ajuda a racionalizá-lo é a organização (tanto do material como do ambiente de estudo). “Domado” o tempo, o último passo deve ser planejar bem o que fazer com ele. E aí o importante é:
o Estabelecer prioridades, ações que não podem deixar de ser feitas. Têm de ser baseadas na sua realidade, e não no que “todo mundo está fazendo”.
o Definir o nível de conhecimento que tem e escolher as prioridades com base nos seguintes critérios: peso das disciplinas, aptidões e área em que concorre.
o Determinar o tempo dedicado ao estudo individual e às atividades coletivas (aulões, simulados, discussões, etc.).
No mais, é indispensável também programar pausas para atividades prazerosas, sem, contudo, permitir que isso redunde num ócio excessivo — luxo a que ninguém (sobretudo vestibulando) pode se dar hoje em dia.
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