28 Jun 2010
Para entrar no mercado de trabalho, os jovens sabem que, além do domínio da técnica, precisam estar bem-informados. Contudo, nem sempre informação demais significa qualidade e profundidade de conhecimentos. Como utilizar, então, todo o seu potencial associado às diversas ferramentas a que tem acesso?
Com toda a tecnologia disponível, sobretudo a internet, os jovens que hoje iniciam a carreira profissional cresceram com acesso a um grande número de informações e são experts no uso de aparelhos tecnológicos. A chamada Geração Y realiza várias tarefas ao mesmo tempo, como ler e-mails, trocar mensagens instantâneas por computador ou celular, ler blogs, sites, baixar músicas ou filmes, tudo isso enquanto escreve um texto ou realiza algum trabalho. Com grande potencial para trabalhar em rede, essa geração é também mais destemida, criativa e impulsiva. Quer resultados imediatos, além de cobrar muito mais feedbacks, opinando e questionando quando não concordam ou não entendem a finalidade de algumas determinações da empresa.
Entretanto, apesar de passarem o dia todo conectados e se atualizando, não costumam, por exemplo, fazer leituras mais aprofundadas. Além do mais, blogs, Twitter, redes de relacionamento não são suficientes para desenvolver o conhecimento.
Muitos são os jovens que hoje em dia não sabem de fatos históricos ou mesmo do que está acontecendo no mundo, no país ou na sua cidade, além de não conhecer personalidades importantes ou obras de autores clássicos nem ter visão crítica. Na verdade, a Geração Y lê muito pouco (salvo algumas exceções, claro). Em geral, passa o dia navegando na internet, mas não gosta de leituras densas, mais complexas.
Esse cenário é um grande desafio para os educadores e as empresas, que precisam orientar seus futuros profissionais a utilizarem o melhor da tecnologia, sem deixar de lado o desenvolvimento cultural. Entretanto, cabe também, e principalmente, aos jovens profissionais, a busca por um desenvolvimento mais completo. Tal desenvolvimento pode ser cultivado através de leituras de revistas, jornais, livros e da participação em fóruns, palestras e outros eventos culturais ou realizando atividades como ir ao cinema, ao teatro e fazer viagens.
O desenvolvimento cultural, aliado ao conhecimento técnico, pode tornar os jovens excelentes profissionais. Essa bagagem cultural contribui para o desenvolvimento de uma postura mais reflexiva diante do mundo e também das situações do dia a dia de uma empresa, além de ampliar as habilidades de relacionamento e refletir diretamente na atuação e no desempenho profissionais. Portanto, vamos à ampliação da visão de mundo!
14 Fev 2006
Quem acaba de passar no vestibular e está se preparando para entrar na faculdade costuma alimentar uma série de expectativas quanto à nova realidade que vai vivenciar. Não sem razão. Trata-se de um lugar bastante diverso do que se freqüentava até então — a escola.
É na Universidade que começa pra valer a formação do futuro. Entretanto, as pessoas supervalorizam esse fato e tendem a criar um mito em torno dele: o de que, ao se formar, o profissional estará pronto para o mercado de trabalho. Errado. Até porque, hoje em dia, boa parte dos cursos de graduação está prioritariamente focada na formação de competências técnicas.
O conhecimento técnico, no entanto, é apenas parte do conteúdo que você deve possuir para ser um profissional competitivo. Capacidade de trabalhar em equipe e estabelecer bons relacionamentos, poder de articulação e mobilização, adaptabilidade às mudanças e facilidade de comunicação são habilidades outras, tão ou mais valorizadas que o saber puramente acadêmico.
Um bom caminho para obter esses importantes diferenciais é entrar em contato com o dia-a-dia do mercado. Dessa forma você vai sentir na prática a realidade organizacional, com seus facilitadores e dificultadores. Portanto, logo que puder, procure um estágio. Vivenciar teoria e prática ao mesmo tempo desenvolve a capacidade analítica, que lhe permitirá estabelecer relações entre ambas e também formular críticas pertinentes e construtivas.
Entrar na faculdade é, de fato, um passo extremamente importante, sobretudo se considerarmos as exigências cada vez maiores de um mundo globalizado e de acirrada competitividade. Contudo, por ser uma dentre as diversas variáveis formadoras do profissional, não é capaz, sozinha, de torná-lo competente. Isso se adquire dia a dia, num esforço continuado pelo aperfeiçoamento e pela busca da excelência.
| TESTETET1 |