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EQUILÍBRIO EMOCIONAL TAMBÉM DECIDE O JOGO

Que lições podemos tirar do último jogo da Seleção Brasileira na Copa? Sem dúvida, entre várias outras, destaca-se a importância da estabilidade emocional do líder. 

Foi unânime a constatação do desequilíbrio do time brasileiro no segundo tempo. Mas o comportamento do nosso técnico merece uma maior reflexão. Em momentos de crise, um líder não pode jamais perder o autocontrole, pois isso acaba se refletindo no comportamento de toda a equipe. O papel da liderança é ser firme; dar suporte antes da crise; e, quando ela estiver acontecendo, apontar as falhas, procurando sempre as soluções mais cabíveis.

Enfim, nas empresas ou no campo, diante de situações difíceis, o líder não pode perder a cabeça nem desacreditar da sua equipe. Isso pode passar a impressão de que o “jogo” já está perdido.

SEM GESTÃO E LIDERANÇA,
PROBLEMAS SE MULTIPLICAM

Todos sabem que, hoje em dia, trabalhar em equipe é algo indispensável para se atingir metas e resultados. A força dos grupos é incontestável e definitivamente entrou para a rotina de todas as empresas bem-sucedidas. A união, como diz o dito popular, faz a força.

O que não se sabe — ou pouco se comenta — é que a força das equipes pode eventualmente ser desperdiçada. Sem um modelo estratégico de gestão e sem uma liderança eficaz, as equipes tendem a se perder, deixando aflorar disputas, conflitos, boicotes e antagonismos que minam qualquer trabalho. Daí decorre que os problemas não só aumentam de intensidade, como até se multiplicam.

Para de fato atuarem bem, as equipes precisam ser lideradas e seguir um “plano de vôo”. Só assim saberão lidar com os percalços internos e externos à sua rota.

O MITO DO SUPERLÍDER

Ser líder é cada vez mais difícil: além de atender à empresa, pesam sobre ele as inúmeras expectativas dos profissionais que lidera. Mas todas as demandas da equipe são pertinentes? Como lidar com elas sem ultrapassar os limites de suas atribuições nem negligenciá-las?

Estar num papel de liderança significa ponderar se essas expectativas são justas ou não, consciente de que sempre vão existir. Mediar conflitos, dar orientação e condições de trabalho são atitudes que os profissionais sob seu comando esperam dele.

O líder não deve, porém, investir-se do mito do superlíder, assumindo as tarefas, respondendo pelas inseguranças e atendendo indiscriminadamente às demandas. É preciso desmistificar essa idealização: assumir a responsabilidade que lhe cabe, mas respeitando limites, sendo justo consigo mesmo e com a equipe.

O GESTOR ESTRATÉGICO 2/2

Para atuar estrategicamente, o gestor necessita — além da indispensável capacidade técnica — desenvolver múltiplas habilidades. Algumas já foram abordadas na edição passada, mas há outras a destacar. Um exemplo é a sensibilidade.

Sensibilidade implica reconhecer o poder e o saber da equipe, pois é fato que todos têm alguma espécie de poder (ainda que seja o de não fazer algo estabelecido ou de, simplesmente, calar). Privilegiar esses atributos ajuda a formar uma equipe comprometida com os resultados, que pensa soluções para as dificuldades e constrói suas próprias opções.

O respeito aos estilos, aos limites e às potencialidades de cada um não pode, entretanto, contrariar as regras, os valores e as metas da empresa. Encontrar esse equilíbrio é um dos grandes desafios do gestor estratégico.



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