11 Abr 2007
A pressão por competitividade tem chegado até o campo familiar, com conseqüências nem sempre saudáveis para pais e filhos. Na ânsia de encaminhar os filhos num mercado de acirrada concorrência, os pais terminam quase por tomar o lugar daqueles. Assim, arcam com um leque de responsabilidades que vai do estudo aos problemas financeiros, interferindo no amadurecimento profissional e pessoal dos jovens.
Com o pretexto de que a situação socioeconômica do Brasil é grave e incerta, os pais — já sobrecarregados — caem de cabeça numa superproteção que não faz bem nem a si próprios nem aos seus filhos. Ao competirem por “melhores filhos”, de olho naquele sonhado status ou emprego, esquecem-se de que os jovens, malgrado as dificuldades, podem e devem aprender com frustrações e sacrifícios.
A ajuda excessiva — apesar de bem-intencionada — acaba por surtir o efeito inverso ao desejado, ou seja, fazendo dos filhos pessoas de pouca autonomia e escassa ou baixa competitividade.
15 Fev 2006
Marca registrada no universo corporativo brasileiro — já que representam 99% das organizações não-estatais —, as empresas familiares ainda enfrentam alguns preconceitos. Trata-se de uma tendência injustificada. Afinal, os problemas dessas empresas são fruto de um mal que pode afetar qualquer tipo de empreendimento: a ausência de processos de gestão profissionalizados.
Cientes disso, muitos gestores de negócios familiares já buscam superar tal deficiência. Para tanto, é preciso haver uma estrutura de gestão definida, respeito à hierarquia e ao organograma e processos seletivos profissionalizados. Exatamente como deve ocorrer em toda empresa, familiar ou não.
Por fim, vale lembrar: nessas organizações, as vantagens costumam superar as desvantagens. E por motivos claros: ambiente mais afetivo, relações mais cuidadosas com o próximo, maior proximidade com o chefe, etc.
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