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COLEGAS, COLEGAS, AMIGOS À PARTE

No ambiente de trabalho, onde se passa a maior parte do tempo, é natural surgirem relações que ultrapassam o limite do profissionalismo. Mas é preciso tomar certos cuidados, pois a amizade, nesse caso, pode ser um complicador.

Quando os vínculos emocionais falam mais alto, é difícil saber separar o lado pessoal do profissional, principalmente quando a amizade se dá entre pessoas com níveis hierárquicos diferentes. É comum também ocorrerem proteção ou punição como forma de compensar ou não uma relação amistosa, o que acaba prejudicando a atuação profissional.    

O ideal é que se evitem vínculos que possam prejudicar o desempenho profissional. Mas, se tiver amigos na empresa e essa relação estiver abalando seu profissionalismo, converse abertamente e exponha suas dificuldades. Afinal, no ambiente de trabalho, as questões profissionais devem estar acima das pessoais.

GERAÇÃO Y: COMO LIDAR COM ELA

A Geração Y é formada por jovens da era digital, com acesso a muitas informações, mas normalmente com dificuldade de nelas se aprofundarem. Quase sempre impacientes e imediatistas, esses jovens foram criados em ambientes interativos, onde as relações hierárquicas são menos marcantes.

Agora, ao chegar ao mercado, essa geração precisa se adaptar ao ambiente organizacional, e, por sua vez, as empresas devem se preparar para recebê-la. Como? Sem saudosismos, reclamações e atitudes autoritárias. O melhor é desenvolver políticas de reconhecimento e de recompensa e uma comunicação mais adequada, dedicando mais tempo à formação desses novos profissionais e propiciando-lhes limites ainda mais claros.

Em síntese, para lidar com a Geração Y e aproveitar as inovações que ela pode trazer, é preciso liderança sem autoritarismo, apenas com firmeza.

RELAÇÕES MADURAS: SEM PRIVILÉGIOS NEM BOICOTES

Quando o assunto é relacionamento interpessoal, muitas empresas têm se preocupado com vínculos amorosos ou de parentescos, mas poucas discutem abertamente as relações afetivas.

Construídas diariamente, essas relações ocorrem de forma natural e podem ser saudáveis se levadas à frente com maturidade e profissionalismo. O problema ocorre quando, por afinidade, começa-se a conceder privilégios e criar facilidades para determinados profissionais. Ou mesmo o contrário: passa-se a impor barreiras ou boicota-se o trabalho de colegas por não se dar bem com eles.

Portanto, dentro da empresa, o ideal mesmo é criar afinidade com a maturidade profissional. Esta, sim, facilita — e muito — a convivência com diferentes tipos de pessoa.

EMPRESA E NAMORO: UM RELACIONAMENTO DELICADO

Assim como o envolvimento amoroso entre as pessoas, a relação das empresas com o assunto costuma ser delicado. Algumas proíbem o namoro em suas instalações, outras o permitem, mas há ainda aquelas não têm uma política bem definida.

Independentemente da posição assumida, não se pode negar que esse tipo de relacionamento interfere no ambiente de trabalho, uma vez que é de sua natureza ser íntimo e, às vezes, conturbado. E, se é difícil evitá-lo, a empresa deve, pelo menos, tratar o assunto com seriedade e transparência. Tanto ela quanto o profissional precisam estar atentos às regras e cientes dos riscos que correm.

Permitindo ou proibindo, o importante é que cada empresa tenha um posicionamento claro quanto ao assunto. E, para que ninguém saia prejudicado, os profissionais também devem tomar seus cuidados.



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