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CUIDADO COM O CANTO DE SEREIA DOS HEADHUNTERS!

A crescente e acirrada concorrência empresarial e a consequente busca por profissionais bem qualificados criaram a figura dos headhunters. Mas, atenção, muito cuidado com o canto de sereia desses caçadores de talentos.

Geralmente, sem o cuidado com a ética de uma concorrência leal, muitos headhunters não passam de sedutores de ocasião. Sem qualquer sentido de compromisso, atendem apenas a um interesse imediatista e monetário: transferir um profissional de uma empresa para outra recebendo um pagamento por isso. Cabe, portanto, ao próprio profissional refletir sobre a consequência dos seus atos.

Muita gente tem embarcado na conversa de espertos headhunters, deixando um ambiente com que tinham afinidade, para logo descobrirem que, afora uma diferença de remuneração que pode ser temporária, trocaram seis por meia dúzia e perderam na qualidade dos vínculos. Então, se você quer mudar, mude, mas cuide da sua imagem e dos relacionamentos que mantém.

TALENTOS ROUBADOS, RELAÇÕES AFETADAS

Com o crescimento da economia pernambucana e a falta de mão de obra especializada, é cada vez mais comum a prática de se tirar bons profissionais de organizações que se relacionam no mesmo segmento de mercado.

Na verdade, a caça desleal de talentos em território amigo, além de antiética, pode ser encarada como um indicador da falta de disposição das empresas em capacitar seus próprios profissionais. Essa política de imediatismo impede que se vislumbrem os ganhos no longo prazo.

Embora poucos se deem conta, o roubo de talentos é bastante nocivo para todos. Como consequência, os vínculos se tornam frágeis, e o sentimento de deslealdade gera ressentimentos, além de provocar desejos de retaliação. Como estabelecer um ambiente saudável com esse tipo de prática?

ÉTICA: MUITO MAIS QUE UM DIFERENCIAL

Utilizar princípios éticos e morais para agregar valor à imagem de empresas e profissionais tem se tornado uma prática cada vez mais comum. Se antes honestidade e integridade, por exemplo, eram — e ainda são — atributos indispensáveis, hoje têm se tornado qualidades raras a ponto de serem realçadas como diferenciais competitivos.

Geralmente, quando empresas ou profissionais agem com integridade, percebem-se dois comportamentos: uns vêem a atitude como algo admirável; outros, como simples ingenuidade. Assim, pessoas e organizações supostamente éticas destacam essa imagem como um diferencial, quando, em princípio, isto seria uma obrigação.

ÉTICA

Hoje em dia, é preciso ter muito cuidado com quem se trabalha. Isso porque — talvez por uma questão de mudança de valores na sociedade — as pessoas algumas vezes estão perdendo a noção básica do certo e do errado. Daí a importância desse alerta.

Na prática, ninguém está imune a ter de conviver com pessoas antiéticas no ambiente de trabalho, já que os processos seletivos — mais focados em questões técnicas — nem sempre são capazes de detectar desvios éticos. Só o dia-a-dia vai apontar quem é “joio” e quem é “trigo”.

Dessa forma, é importante que as empresas tratem abertamente do assunto, num esforço por “educar” suas equipes para a ética. Deve-se deixar claro que não se trata de um valor relativo, mas de um princípio absoluto que tem de ser seguido por todos — queiram ou não os novos tempos.



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